30 de Novembro de 2008

Dois sóis - Orestes Moquenco

Arquivado sob: RELEASES — Ricardo Hernandes @ 15:00

O mundo está mais dividido hoje do que ontem. A parte mais olhada do corpo do ser chamado “umano” é o umbigo.

A “umanidade” pensa em se desvencilhar de hábitos que foram adquiridos recentemente, com o incentivo das situações cotidianas, mas não consegue.

Mas, alguns perguntam: Ela tenta? Resposta subjetiva. Cada “artista” tem sua fala e o espetáculo não pode parar. Qual espetáculo? O da evasão? Felizmente eu ainda consigo ouvir o barulho da chuva, mesmo com interferências do mundo moderno. Mundo moderno ou o povinho desgraçado que o habita? Questão não muito difícil de responder, mas que em casos, leva-se tempo até que a resposta surja nas entranhas do cérebro.

O ser chamado “umano” é mesmo de arrepiar. Para o mal e para o bem. Porém, a fé se apresenta em sinais felizes e o distanciamento de tal sentimento é o que provoca palpitação nos corações dos mais avisados, já que os menos esclarecidos estão esperando a hora do juízo final. E que hora será esta? No relógio mais caro ou naquele oferecido pelos camelôs na 25 de março não tem nada escrito. Gravado está no “chip” de cada um, desde o nascimento e não há ferramenta que o retire.

O que poderia amenizar a situação, não é conselho, pois detesto prestar tal desserviço, seria buscar do fundo d’alma, isso todos tem, mas pouco a usam, a liquidez, palavra tão em moda ultimamente, de seus sentimentos. Se não pode ajudar, porque tem que atrapalhar.

Encher o saco com palavras que não acrescentam nada e que só contribuem para perturbar, não é o melhor remédio.

A falsidade ideológica que enfrentamos em nosso dia-a-dia precisa ser combatida com um escudo de boas ações. A carapaça dos que nos cercam, fazendo propaganda do melhor elixir, até da juventude, é dura, mas tem jeito de ser quebrada. Atrás dela, ainda repousa a máscara, que também é entrave, É só mais um desafio que a vida nos apresenta e que com aquele jeitinho, cai, deixando a mostra o semblante da irresponsabilidade, com grandes doses de maldade. Podem comentar que o Orestes está triste. Será? Se tivesse, não teria vontade de escrever nem o título deste artiguete. Para alinhar a órbita dos planetas é preciso que todos os dias,seria de bom alvitre olhar, todos os dias, para os dois sóis que existem dentro de nós.

Orestes Moquenco
orestescm@hotmail.com

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